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Número 23

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Maio / Junho 2010

capa_23Há seis meses no cargo, Gabriela Canavilhas, pianista de formação, ex-directora da Orquestra Metropolitana de Lisboa e ex-Delegada Regional de Cultura dos Açores, parece ter uma visão mais pragmática do sector cultural, que contrasta com os anteriores ocupantes da pasta. Numa entrevista que procura perceber a possibilidade de uma política cultural num contexto económico difícil, a ministra, fala da necessidade de construção de uma rede efectiva de cine-teatros, da língua enquanto factor de afirmação internacional, da “alma de artista” de Joe Berardo, da inoperância da administração cessante do OPART e do S. Carlos, da cautela na apreciação dos números do impacto económico da cultura, da burocracia da administração pública, das mudanças que quer fazer e para as quais quer contar com o sector cultural e, ainda, de um cargo que não vê senão como uma extensão do seu trabalho enquanto artista. Diz ser a destinatária última das politicas que pratica.

A 29 de Maio passam 97 anos sobre a estreia de Sagração da Primavera, os trinta e três minutos mais controversos da história da dança do início do século XX e que fizeram dos Ballets Russes uma companhia pioneira da modernidade coreográfica. Criada por Vaslav Nijinsky para uma partitura de Stravinsky, ficou como um marco coreográfico que fascina e assusta os coreógrafos independentemente das suas nacionalidades, estéticas ou idades. A 29 de Maio de 2010 estreiam-se duas versões, em português: Olga Roriz coreografa para a sua companhia e estreia no Centro Cultural de Belém, e o espanhol Cayetano Soto cria para a Companhia Nacional de Bailado, com estreia no Teatro Municipal de Faro. A oportunidade está criada para uma viagem marginal sobre a obra, através de documentos visuais que ilustram bem o seu potencial de atracção.

Alkantara 2010: Como pensar, criticamente, a programação de um festival? As pistas de leitura que lhe damos abrem com uma reflexão sobre o sistema de festivais europeu, e o impacto das redes no desenvolvimento das programações individuais que incluem. De entre outros, os nomes que escolhemos destacar, traçamos os perfis do português Miguel Loureiro e da companhia holandesa Dood Paard. Na dança os casos de Luís Guerra, coreógrafo português que estreia uma peça de longa duração no festival, e Thomas Hauert, suíço residente em Bruxelas. Os quatro são exemplos da diversidade de condições de criação, de modelos de organização e emanam de realidades culturais contrastantes, e cruzam-se no mesmo festival que caminhou, edição após a outra, para uma ideia de criação desterritorializada.

 

Com este número oferecemos a OBSCENA #11/12 (número especial dedicado à edição do Festival Alkantara 2008) e, por apenas mais 1€ recebe ainda o Anuário Team Network.

 

Consulte aqui os pontos de venda, contacte-nos através de , através do Facebook ou através do 211 919 444.

 

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Número 22

Janeiro / Fevereiro 2010

capa_22Dividimos esta edição em seis palavras-chave: Reacção, Matéria, Fixar, Vício, Tempo e Utopia. Cada uma delas lança pistas para ligações subtis entre os temas nelas tratados. Algumas reunem textos sobre o mesmo tema, outras sobre uma mesma área, outras ainda sobre uma ideia. Todas, mais do que limitarem a leitura, sugerem uma convivência mais ampla entre referências e sublinham a nossa responsabilidade em saber ler para lá das etiquetas.

No seu todo é um número muito mais livre do que possa imaginar, porque a escolha é sua.

Juntámos os universos de Marguerite Duras ao de Marina Abramovic, o teatro do Béla Pintér ao da Mala Voadora, a música produzida pela Meifumado ao futurismo de Luigi Russolo, os rapazes do parkour fotografados por Gonçalo F. Santos e os do skate fixados por Rui Ferreira aos corpos estranhos, mas tão humanos, fixados por Pedro Costa, o ideal comunista de Barthes, de Brecht e de Benite à utopia promovida pela queda do muro de Berlim e as consequência na criação de identidade europeia, as paisagens arbitrariamente poéticas de Augusto Alves da Silva à ideia de história não-linear de Julian Bell, a religiosidade de Stanley Kubrick à majestade de Carlota Lagido, o experimentalismo que Marlene Freitas assume no seu discurso à ficção de Tris Vonna Michel e David Claerbout. Não lhe dizemos por onde começar. Só lhe fazemos o convite de nos seguir. Outra vez.

 

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Número 21

Novembro / Dezembro 2009

Capa21Já está à venda por apenas 4,20€ a 21ª edição da OBSCENA, onde pode encontrar entrevistas com criadores tão diversos como Orlan, nome maior da performance, conhecida pelas suas transformações faciais, Jean-Luc Godard, realizador francês que recorda o impacto da sua ida à Palestina nos anos 70 ou Walid Raad, artista visual que, a partir da história libanesa construiu um dos mais curiosos discursos sobre a fronteira entre a ficção e a realidade. Mas também pode ficar a conhecer melhor os olhares de Clara Andermatt, coreógrafa, e Cristina Carvalhal, encenadora, sobre as formas que a arte toma, bem como Hélder Seabra, Joana Barrios, Inês Jacques, John Romão, Mathieu Poulain e Raquel Freire, criadores que reivindicam um espaço próprio para os seus discursos.

Num número dedicado a pensar como se formam os mitos, como se desenham as revoluções e como se fundamentam utopias, convidámos André e. Teodósio e Rui Hermenegildo para falarem de arte e revolução, Jaime Conde-Salazar Pérez para escrever sobre as fantasias que temos com e sobre os mortos, Tiago Manaia para recordar Dash Snow, recentemente falecido, e lhe apresentarmos as nossas propostas de princípios orientadores de uma politica para o sector cultural.

Este é também o número em que traçamos os perfis de Steve Reich, Faustin Lyniekula e Loic Touzé, entrevistamos RoseLee Goldberg a propósito da nova edição do festival Performa, em Nova Iorque, lhe falamos do processo criativo da Circolando e recordamos a peça Afonso Henriques, do Bando, pelas memórias de quem cresceu por entre as caixas de adereços. É ainda o número em que lhe mostramos os esboços de figurinos que Bernardo Monteiro criou para a peça Breve Sumário da História de Deus, a estrear brevemente, as fotografias que a coreógrafa Olga Roriz fez a partir da sua curta-metragem Interiores, e a obra Carta, da autoria de Nuno Ramalho, onde o artista plástico escreve ao Presidente da República a propor pintar o retrato oficial.

É ainda neste número que André Dourado reclama por estabilidade no Ministério da Cultura, António Pinto Ribeiro recorda São Tomé, e João Carneiro assina a homenagem que prestamos à nossa querida amiga Isabel Alves Costa, a quem dedicamos esta edição.

Também nesta edição damos-lhe conta do resultado da sondagem de opinião que fizemos junto dos nossos leitores, revelando os pontos fortes e fracos da OBSCENA.

 

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Número 20

Julho / Agosto 2009

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A partir de palavras-chave como viagens e narrativas, e da programação do 26º Festival de Teatro de Almada, construímos uma edição especial que inclui entrevistas à actriz Edith Clever, que nos fala do medo que sente quando representa, e à filósofa Judith Butler, que reflecte sobre o poder da linguagem em contextos de guerra.

Apresentamos-lhe um ensaio fotográfico sobre o coreógrafo japonês Kazuo Ohno, uma análise ao cinema da paraguaia Paz Encina e da brasileira Sandra Kogut, uma viagem pelos pavilhões da Bienal de Veneza e criticamos, em primeira mão, o novo espectáculo de Vera Mantero, Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos, estreado em Essen, Alemanha, a 19 Junho.
Publicamos ainda um conjunto de portfolios fotográficos de Hans Jurgen Syberberg, Inês Gonçalves, Jacques Le Corre, Jordi Burch, Martim Ramos, Rui Hermenegildo e Vasco Araújo, e ilustramos as páginas com o trabalho da Circolando, Dedo Mau, Nuno Fonseca e Valère Novarina.
O dossier que dedicamos ao 26º Festival de Almada inclui ainda uma viagem pela história recente do teatro chileno, a poesia do precursor do conceito de negritude Aimé Césaire, cuja última publicação em Portugal data de 1970, um perfil do encenador Matthias Langhoff e a apresentação da nova peça de André Murraças, Film Noir.

Consulte a lista de locais de venda aqui. Preço de capa 4,20€. Reserve já o seu exemplar em ou através do telefone 211 919 444.

 

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Número 19

Abril / Maio 2009

Capa #19_1

Capa #19_2

Damos-lhe a possibilidade de escolher por onde quer começar a ler. São duas revistas numa só, dois dossiers que se cruzam mas existem de forma independente, ou talvez não.

De um lado poderá ler um dossier sobre as ideias que a Comissão Europeia, e nomeadamente o seu Comissário para a Cultura, o eslovaco Ján Figel’, tem para a cultura, em vésperas de eleições europeias. Fomos a Bruxelas falar com especialistas – entre políticos, gestores, grupos de pressão e artistas - e preparámos um dossier sobre o papel que a cultura ocupa no discurso europeu.
O dossier inclui ainda as reflexões de Adolfo Mesquita Nunes, André Dourado, José Soeiro e Rui Hermegildo Gonçalves sobre se as eleições europeias devem ser um plebiscito ao governo nacional.

Do outro lado, oferecemos-lhe um panorama da criação contemporânea, das marionetas que chegarão a Lisboa no início de Maio à memoria da compositora Constança Capdeville, passando por entrevistas e artigos com e sobre encenadores e coreógrafos dos mais diversos cantos europeus (Alain Platel, Krystian Lupa, Konstantinos Rigos, Romeo Castelluci, Alvis Hermanis, As Boas Raparigas, Rodrigo Garcia, Alvis Hermanis, entre outros).

Assim, de um lado pode ler sobre as prioridades da Comissão Europeia – mobilidade, diálogo intercultural, indústrias culturais e criativas, parcerias transfronteiriças -, e, do outro, ver esse jargão traduzido sob a forma de espectáculos e discursos artísticos. Ou, se quiser, pode começar por ler o que dizem os criadores que fazem parte da constelação criativa europeia e seguir para o modo como a Comissão o entende.

São cem páginas que o convidam a começar por onde quiser e onde se inclui o relato da experiência em Ouagadougou, capital do Burkina Faso, por António Pinto Ribeiro, uma análise à relação entre indústrias criativas e artes performativas, por Nelson Guerreiro, e um ensaio sobre as diferentes interpretações e significados do acto de aplaudir, por Miguel Magalhães.

Disponível apenas para compra. Pode encomendar a revista pelo e-mail ou o telefone 211 919 444.

 

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