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# 13/14 JUNHO_JULHO_08
A revista encontra-se à venda
(ver lista aqui) e custa 4,20€
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OBSCENA #13/14 – JUNHO/JULHO 08
25º Festival de Teatro de Almada | PHotoEspaña 08 | Ministro da Cultura: Esboço de uma Entrevista | Pré-Publicação: Slavoj Zizek | Carta Branca a João Vieira ENCONTROS
1. Regressamos a Almada, no ano em que a companhia dirigida por Joaquim Benite celebra 30 anos de existência e o seu festival 25. Não nos esquecemos de que foi Almada que nos permitiu editar a primeira OBSCENA em papel, já lá vai um ano, pouco preparados que estávamos para dar o salto do online para o real. Regressamos a Almada com a preciosa ajuda de um festival que é mais do que isso. É um gesto político profundamente ligado a uma noção de território, de intervenção social, de partilha, cumplicidade e descoberta conjunta. É também sobre isso o nosso dossiê especial (p. 26-63). Nunca será demais dizer a Joaquim Benite o quanto lhe agradecemos a confiança.
2. Confiança é também aquela que nos trazem os que ao longo do tempo vão passando pela OBSCENA e vão fazendo desta a sua revista, na medida das suas possibilidades, na extensão da sua generosidade. O Bandeira é um deles, nosso cartunista ideal e fiel desde o primeiro número, que pouco antes do fecho desta edição nos anunciou estar de partida. Disse: “existem razões, algumas objectivas, outras subjectivas, algumas até irrazoáveis; não importa”. Dissemos-lhe: “as amizades também são assim, de deixar ir quando os amigos nos pedem. Se quer mesmo ir, sabe que a porta está sempre aberta, mais do que aberta, escancarada. Ou melhor, nem precisa ficar aberta. Tem a chave. Venha quando quiser, sem aviso, e fique. O tempo que quiser”. Voltamos a agradecer, e outra vez. E voltamos ao início. Veja na p. 8.
3. Portas abertas, também, para a imprevisibilidade, como aquela com que queremos marcar esta edição, feita de artistas vindos da mais recente PHotoEspaña, e que contaminam os artigos em encontros inusitados, surpreendentes, que estendem o alcance das palavras, que as transformam, que as reforçam. Na escolha de Martim Ramos, nosso editor especial (outro inédito), são mais de 20 os autores que se servem desta edição para fixar o ar do tempo. Perceba porquê na p. 78, descubra-os ao longo de todas elas, perca-se nas ligações e confira no fim da revista.
4. Insistimos na ideia de que a reflexão sobre os objectos artísticos deve ser acompanhada por uma análise ao contexto que os produz. Quisemos pesar o Estado na cultura, verificar qual a importância dessa presença, saber que expectativas, desilusões ou apatias sustentam esta relação muitas vezes disfórica. Fomos perguntar a quem pode responder. Veja as respostas a partir da p. 10.
5. Esta revista só existe se você a comprar.
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